Cadê o Natal?

Revista Guia
25 de Dezembro, 2016 750

Publicado em: 25/12/2016 às 10:36

Natal é uma data cristã celebrada por muitos lugares do mundo, na teoria, tem a função de propagar o espírito natalino carregado de solidariedade e senso de comunhão. Mas o que se tem visto nos últimos anos não é bem isso. 

A impressão que se tem é de que o Natal perdeu sua essência. Provavelmente as crianças de hoje não se lembraram dos momentos em reunião com familiares e amigos, e sim dos brinquedos que ganharam ou deixaram de ganhar. É preciso refletir, afinal, qual é o verdadeiro significado dessa data?

Os valores originários do cristianismo, que tem o Natal como o nascimento de Jesus Cristos são: o altruísmo, e não a cobiça com presentes; a sobriedade, e não a ostentação de árvores, luzes e enfeites; a felicidade imaterial gerada pelo amor como renúncia, e não o prazer material; e a comunidade de iguais e fraternos diante do Senhor, e não o individualismo e a concorrência entre diferentes modalidades, mais ricas ou mais pobres de convivialidade. 

O que acontece é que muitas pessoas acabam por se preocupar mais com os preparativos da ceia e com os presentes do que vivenciar os momentos. As pessoas dedicam tempo e energia para isso, e perdem o período de preparo para a renovação que o Natal nos traz em filas de estacionamentos, lojas e supermercados.

Este é a hora de você pensar de que forma está vivendo esse momento. Pense como seria um mundo em que cada pessoa fosse capaz de sair do seu egocentrismo para considerar a dificuldade de outras pessoas. 

Não é preciso grandes feitos, grandes presentes, um olhar amoroso sobre cada pessoa, e sobre toda a humanidade. E considerarmos que não somos esses seres perfeitos, mas que buscaremos aprendizados e fomento da paz, pela construção não de uma cultura de felicidade, mas sim de amor. 

O melhor Natal que pode existir é aquele em que nosso comprometimento for completo com um modo de amar que não seja egoísta, que não amordace a criatura amada, mas a considere em sua totalidade, como parte da nossa humanidade, como parte do que somos, por isso também objeto do nosso amor e, consequentemente, até o pior dos homens merecerá ser amado. 

Que o Natal traga o que Jesus trouxe à humanidade: o amor. Aquele amor mais livre e libertador que imaginá-lo.

Feliz Natal!


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